Resumo das Jornadas Pedagógicas de Design e Multimédia

Jornadas Pedagogicas

No dia 7 de novembro, pelas 14h40, deu-se início às Jornadas Pedagógicas de Design e Multimédia relativas ao 2º semestre do ano letivo 2017/2018. Foram vários os membros presentes na mesa: a professora Alice Geirinhas, coordenadora de LDM, o professor João Bicker, vice-coordenador de MDM, o professor Marco Vieira, coordenador de pedagogia do DEI, a professora Cristina Albuquerque, Provedora do Estudante da Universidade de Coimbra e o Coordenador do Pelouro da Pedagogia do NEI/AAC e aluno da Licenciatura em Design e Multimédia, Miguel Vasconcelos. Inicialmente, a professora Alice Geirinhas expôs a análise feita aos inquéritos da Licenciatura em Design e Multimédia relativos ao período já referido. Desta análise, conferiu-se que a disciplina Comunicação Multimédia foi a mais comentada pelos estudantes.

De seguida, o professor João Bicker apresentou os inquéritos referentes ao Mestrado em Design e Multimédia, tendo sido proposta a discussão sobre cadeiras partilhadas com Engenharia Informática. Para além disto, ainda se verificou que a taxa de aprovação foi superior a 60% e que o mestrado correspondia às expectativas podendo, no entanto, melhorar começando pela estabilidade do corpo docente e pela melhoria das condições do departamento (no entender do professor). Um outro problema destacado foi a incompatibilidade dos prazos de candidatura com o processo de avaliação.

Seguiu-se o representante da direção do departamento, professor Edmundo Monteiro, que acrescentou algumas notas, entre elas, a abertura de salas de estudo (E.6.1, E.6.2, E.6.3, E.6.4, E.6.5) e que para o acesso dos alunos às mesmas, bastava dirigirem-se à secretaria do Departamento. Também informou que, a pedido de muitos alunos, o problema relativo às salas cedidas para aulas de Design de Som está em processo de resolução e que a complicação referida pelos estudantes sobre as candidaturas aos mestrados já foi exposta à universidade.

Após a apresentação de toda esta informação, o Coordenador do Pelouro da Pedagogia deu início à sua apresentação referente aos Inquéritos Pedagógicos, constatando que, este ano, o número de inquéritos preenchidos reduziu. Foi feita a análise das respostas a algumas perguntas do Inquérito, no qual diversos estudantes demonstraram bastante conhecimento relativamente ao plano de estudos de cursos equivalentes ao de Design e Multimédia, concluindo que este não é o mais adequado e que há uma má distribuição de ECTS pelas cadeiras. Também se concluiu que a oferta relativa ao mestrado (MDM) não atrai os alunos para prosseguir os estudos no DEI. Além destes aspetos negativos, também foram referidos aspetos positivos, dos quais é exemplo o nível de satisfação dos estudantes em relação ao curso.

Foram referidos os métodos de ensino das mais variadas cadeiras: relativamente à cadeira de Introdução à Programação e Resolução de Problemas (1º ano, 12 ECTS), foi mencionado que não houve um bom acompanhamento do projeto e este foi divulgado demasiado tarde. No entanto, o professor discordou, dizendo que não havia acompanhamento porque os alunos não trabalhavam em casa e que o projeto não foi disponibilizado mais cedo porque os alunos ainda não tinham o conhecimento necessário à sua concretização.

Relativamente à cadeira de Programação Multimédia (2ºano, 12 ECTS), foi comentado, por parte dos alunos, que o acompanhamento ao projeto não foi adequado. Ainda foi mencionado que o nível de exigência entre as metas era muito diferente. Por fim, a opinião relativa ao número de metas no projeto não foi consensual.

Foi também debatido o método de ensino da cadeira de Arte e Cultura Moderna (2º ano 6 ECTS). Referiu-se, por parte dos alunos, que a matéria era “despejada” e não captava a atenção. Quanto a isto, foi dito que a cadeira tem um foco teórico, e haver um projeto iria sobrecarregar os alunos. Falou-se ainda acerca das presenças obrigatórias, referindo-se que tal não está previsto no Regulamento Pedagógico da FCTUC. Isto foi contra-argumentado com a afirmação por parte de um docente que referiu que essa informação não se encontra declarada em lado nenhum.

Quanto à cadeira de Tecnologias da Internet (2º ano, 6 ECTS), os alunos queixaram-se de que houve desorganização a lecionar os diferentes temas e que as aulas deviam ser teórico-práticas, pois assim seriam mais produtivas. Isto não acontece porque não conseguem contratar mais professores.

Por fim, quanto à cadeira de Engenharia de Software (3º ano, 6 ECTS) os alunos mencionaram a diferença acentuada entre as aulas lecionadas pelos dois professores e que a falta de comunicação entre os professores pode ser a causa. Isto, segundo os docentes, vai ser comunicado aos professores que leccionam a cadeira.

Jornadas Pedagogicas DM

Relativamente aos conteúdos leccionados nas cadeiras, foi discutido que, relativamente à cadeira Comunicação Multimédia (2º ano, 6 ECTS), tinha sido falada de uma alteração aos conteúdos e que esta não aconteceu, no entanto, a incidência entre os temas foi alterada para melhor.

Projeto 4 (3º ano, 12 ECTS) foi discutido, falando-se que é bom ter bases, sendo que os alunos estão a sair da licenciatura, no entanto, estes acham que seria importante que as cadeiras de projetos os ensinassem a organizar e a desenvolver um portfólio. Referiu-se ainda que existe a hipótese de voltar a usar o portfólio do curso.

Acerca de problemas em métodos de avaliação, começou por se falar da cadeira de Projeto 3 (3º ano, 12 ECTS) onde é complicado comunicar com os professores e onde a divisão das turmas não é a mais correta. No entanto, foi contra-argumentado que isso é um problema de contratação e distribuição de docentes. Mencionou-se, por parte dos professores, que os alunos não vinham preparados para as aulas e por isso é que o acompanhamento não correu como planeado.

Por fim, falou-se novamente da cadeira de Programação Multimédia (1º ano, 12 ECTS), onde alguns alunos mostraram o seu descontentamento relativamente à avaliação do projeto, dizendo que foi depreciativa e não profissional por parte de um dos professores. Foi referido, por parte dos docentes, contrariamente ao acima discutido, que existem sempre alunos que cometem plágio e que é necessário descobrir quem foram estes.

De seguida, abordou-se a distribuição de ECTS e a exigência de algumas cadeiras. Vários alunos demonstraram o seu descontentamento relativamente a este tema, como é o exemplo de uma aluna de 3º ano que se queixou da carga exigida pela cadeira Inteligência Artificial (LDM, 2ºano, 6 ECTS) que não corresponde àquela que seria esperado tendo em conta o número de ECTS.

Por fim, no segundo painel, foram discutidas as infraestruturas do DEI. Os alunos queixaram-se da falta de equipamento (que consideram ser um problema fácil de resolver). Neste sentido, Márcia Espírito Santo esclareceu que para a requisição de material, podiam dirigir-se à secretaria.

Relativamente às salas disponibilizadas para estudo, João Jesus, presidente do NEI, explicou que o NEI/AAC está a trabalhar na remodelação da sala C.4.1.

No final desta abordagem, o Professor João Bicker concluiu que a edição do curso da qual surgiu a melhor geração de designers foi a primeira, facto que considera ser digno de reflexão.

Por fim, os alunos questionaram se haveria algum tipo de plano para a criação de uma reprografia no DEI, acontecimento apoiado pelo professor João Bicker que considera que os alunos de DM são prejudicados, tendo em conta que a reprografia do DARQ é um espaço comercial que se destina a alunos de Arquitetura. Chegou-se assim à conclusão de que o NEI tentaria falar com o IPN na tentativa de chegar a um acordo para facilitar o acesso à reprografia do mesmo.

No fim do evento, todos os presentes puderam desfrutar de um coffee-break no espaço adjacente. Assim terminaram as Jornadas Pedagógicas relativas ao 2º semestre do ano letivo 2017/2018.


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